O que a empresa pode fazer com mÃdias sociais?
A resposta para esta pergunta pode começar pelo que parece ser obvio, porém, nem sempre percebido: o mundo é um só e dele fazem parte os chamados ambientes virtuais e reais. Ao olharmos pelo prisma de ma companhia interessada em utilizar as redes para fomentar seus negócios, notamos que o cliente (potencial ou fidelizado) que ele pode atingir via internet é o mesmo que vive no mundo off-line, assim como o produto que ele esta oferecendo, a marca negociada e sua própria empresa.
E quando se fala em atingir o cliente que faz parte das redes – ou de algumas delas-, os objetivos também são os mesmos. Há empresas interessadas em desenvolver ações de marketing para fortalecer suas marcas perante os usuários e divulgar seus produtos, assim como companhias que querem efetuar vendas.
Mas antes de definir um plano de atuação, é preciso saber onde esta pisando. A companhia ate pode conhecer o perfil do seu cliente, mas, pelo menos num primeiro momento,sequer sabe onde encontrá-lo na web .”Em alguns seguimentos as coisas começam a andar ,mas tudo ainda é muito recente. Temos hoje, uma revolução sem precedentes na historia no campo da informação, do contato da interação. Resultados: as pessoas ainda não sabem bem o que fazerâ€, observa Luli Radfahrer.
No Brasil, possivelmente, a construtora Técnica tem sido a empresa que melhor tem lidado com as mÃdias sociais. E ,assim como o case Obama,seu trabalho serve de referencia para aqueles que ainda desconfiam de eficiência das redes,inclusive no que se refere as vendas.
Afinal, se eles conseguiram comercializar um apartamento de R$500 Mil através do Twitter, o que impede a venda de itens de instalação elétrica, por exemplo?
Golpe de sorte? Não, a companhia entendeu que era preciso estar presente nos ambientes em que o consumidor circula e se estruturou para isso,contratando profissionais com alto nÃvel de conhecimento sobre internet,que traçaram estratégias eficientes que têm dado retorno mais que satisfatório. Enquanto, no Brasil, as empresas, em média, investem cerca de 3% do seu budget em ações online, estima-se que a técnica destine um percentual na casa de dois digitos. Com isso, hoje, cerca e 95% dos clientes da construtora passam por seu site e as vendas online já representam em torno de 30% do total.
Texto: Marcos Orsolon